Hoje, dia 23 de maio, participei da 960ª Reunião Plenária do CRF-PR, onde me manifestei sobre um tema crucial para nossa profissão: o novo marco regulatório da Educação a Distância (EaD) e seus impactos na formação farmacêutica.
Durante minha fala, expressei preocupação com o decreto presidencial de 19 de maio que mantém cursos de Farmácia no formato semipresencial. Enquanto outras áreas da saúde como Medicina e Enfermagem terão formação exclusivamente presencial, nossa profissão continua com um modelo que, na prática, mantém 70% do conteúdo a distância.
Destaquei que o chamado semipresencial é insuficiente para uma profissão que exige habilidades práticas e vivência clínica. Apresentei dados do Enade 2023 mostrando que 89,7% dos cursos EaD de Farmácia tiveram conceitos 1 ou 2, comprovando a baixa qualidade deste modelo.
Ressaltei a atuação dos Conselhos de Farmácia nesta causa, com ações junto ao MEC e Ministério Público, e defendi a inclusão da Farmácia entre os cursos presenciais obrigatórios, assim como outras profissões da saúde.
Agradeço ao CRF-PR pelo espaço democrático e pela transparência nas plenárias. Seguirei acompanhando este tema, pois acredito que a qualidade da nossa formação está diretamente ligada à segurança da população que atendemos.
Em defesa de uma Farmácia com formação presencial, ética e de excelência.


